domingo, 24 de abril de 2022

Uma união possível: Moradia, Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa e Conselhos de Arquitetura e Urbanismo

 Políticas Públicas e Habitação de Interesse Social

 

https://www.capitaldopantanal.com.br/geral/projeto-urbanistico-que-vai-investir-us-40-milhoes-em-corumba-foi/519445/

Caso se unissem a “Frente Nacional de Fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa” (FFC) e o “Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil” (CAU/BR), poderiam desenvolver projetos conjuntos em cumprimento dos Artigos 37 e 38 do Estatuto do Idoso (Lei n.° 10.741/2003) sobre “Habitação” para a população idosa.

São abordadas no Estatuto do Idoso, entre outras questões: moradia digna; identificação externa de residências coletivas; reserva de unidades residenciais em programas habitacionais públicos ou na modalidade público-privada; eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas; critérios de financiamento compatíveis com os rendimentos de aposentadoria e pensão.

O CAU/BR desenvolve uma linha de política habitacional de forma prioritária em que os conselhos estaduais de arquitetura e urbanismo estão implantando vários projetos e ações de acordo com as suas peculiaridades locais.

Nessa linha, o CAU Paraná lançou no dia 31 de março pp, em Maringá, PR, o projeto de "Oficinas para construção e capacitação de um instrumento diagnóstico habitacional municipal a partir dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS)". O fomento do projeto é do CAU/BR e a realização é da Prefeitura de Maringá e da Fundação João Pinheiro, com o apoio do projeto ATHIS (Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social).

Os Conselhos Municipais de Direitos da Pessoa Idosa podem se articular com os Conselhos Estaduais de Arquitetura e Urbanismo para mobilizarem a gestão pública municipal em relação à legislação já existente.

De abrangência geral, a Lei Nº 11.888, de 24 de dezembro de 2008, estabelece que deve-se “Assegurar às famílias de baixa renda assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social e altera a Lei no 11.124, de 16 de junho de 2005”.

Em 2016, a publicação do IPEA “Política nacional do idoso: velhas e novas questões” analisou os 20 anos da Política Nacional do Idoso, tendo um capítulo sobre Habitação que descreve políticas públicas da área.

Cabe fazer a aproximação!

terça-feira, 12 de abril de 2022

Inovações para a longevidade!

Imagem da Cartilha da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais http://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/acesso_informacao/povos_comunidades_tradicionais/II_encontro/Cartilha%20CNPCT.pdf

                                      Imagem da Cartilha da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais
http://www.mds.gov.br/webarquivos/arquivo/acesso_informacao/povos_comunidades_tradicionais/II_encontro/Cartilha%20CNPCT.pdf

Tem artigo sobre Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs)? Quer ajudar a conhecer como é a longevidade dos PCTs?

 A chamada de artigos espera contribuir para divulgar o conhecimento que proporcione uma nova visão da expectativa de vida da população geral a partir das especificidades desses Povos e das políticas dos diversos países.

 Prazo: 22 de julho de 2022

 Forma de envio: e-mail para gegop.longevidade@gmail.com

Iniciativa da revista Estudios/Working Papers do GIGAPP (Grupo de Investigación en Gobierno, Administración y Políticas Públicas) em parceria com o Núcleo Gegop Longevidade (Políticas e Práticas para a Longevidade) e apoio do Grupo Gesdel (Gestão Social e Desenvolvimento Local) e da Frente para o Fortalecimento dos Conselhos de Direitos das Pessoas Idosas (FFC Brasil).

 Mais informações no documento.

https://drive.google.com/file/d/1viXoaux1bRoXknBsj0jNjQKsrWJB6xYz/view?fbclid=IwAR2j4hKMlLp6TKuQl3RD_vxvJVyV_RFXyKjEDRToB50clzv4Lxf5AcSZpYk

quarta-feira, 30 de março de 2022

Aberto o recebimento de RESUMOS!

Quer apresentar trabalho em um congresso internacional?

Dá para preparar um resumo até dia 25 de abril?

É possível escrever sobre o tema "Políticas e Práticas para a Longevidade"?

Então, vem para o GIGAPP 2022!

O XI Congreso Internacional en Gobierno, Administración y Políticas Públicas – GIGAPP 2022 – está recebendo propostas para sua edição deste ano e convidamos você a participar conosco do GT 2022-30 – Políticas e Práticas para a Longevidade.


No primeiro momento é necessário somente um resumo. O trabalho completo poderá ser enviado em agosto de 2022.

Sobre temas da longevidade, as informações sobre o grupo de trabalho “Gegop Longevidade: Políticas e Práticas para a Longevidade” (GT 2022-30) estão disponíveis no link https://sites.google.com/view/gigapp2022/grupos-paneles-aceptados?authuser=0.#h.gaulu1nzvf3m

O Congresso é um evento anual do GIGAPP - Grupo de Investigación en Gobierno, Administración y Políticas Públicas.

Parceiro do GIGAPP, o Gegop (Grupo de Pesquisa CNPq Espaços Deliberativos e Governança Pública/UFV) abre espaço para temas da longevidade.

1º passo: envio de RESUMO, do artigo ou comunicação científica, até dia 25 de abril de 2022.

2º passo: em caso de aprovação do resumo, envio do trabalho completo até 22 de agosto de 2022, que pode ser produzido em português ou espanhol.

Para outros temas, inclusive registro e inscrição no congresso, consultar o link: https://sites.google.com/view/gigapp2022/grupos-paneles-aceptados?authuser=0

Datas importantes:

25 de abril de 2022: envio de Resumo.

22 de agosto de 2022: envio do trabalho completo. 

À disposição para os esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários.

Contatos: gegop.longevidade@gmail.com

Simone Martins, Rosa Roig, Carmen Pineda e Silvia Costa

Coordenadoras do GT 2022-30 - Gigapp 2022 e do Núcleo Gegop Longevidade

 

Realização

Gegop - Grupo de Pesquisa Espaços Deliberativos e Governança Pública


Apoio

Grupo de Pesquisa Gestão Social e do Desenvolvimento Local (GESDEL)

Frente para o Fortalecimento dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa (FFC)

quarta-feira, 23 de março de 2022

Em março foi relançado o Sistema da Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa (SISBAPI) voltado à implementação da Estratégia Brasil Amigo da Pessoa Idosa (EBAPI). A governança atual é do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Painel de entrada ao SISBAPI

A EBAPI resulta de concepção e execução conjunta dos ministérios da Cidadania, da Saúde e dos Direitos Humanos, com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)/OMS e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

Estados e municípios que já faziam a gestão pelo SISBAPI, agora há um novo link de acesso para o gerenciamento da EBAPI.






quinta-feira, 17 de março de 2022

Para aprender com a Europa: projeto "TRACE – Cidadania Queer ao Longo do Tempo: Envelhecimento, idadismo e políticas LGBTI+"

Foram concedidos 2milhões de euros pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC) para o Projeto Trace a ser coordenado por Ana Cristina Santos, Investigadora Principal do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-UC).

Segundo a coordenadora, "principal objetivo do TRACE é contribuir para políticas LGBTI+ inclusivas de pessoas com mais 60 anos, evitando o desperdício de experiência e produzindo conhecimento baseado em evidência sobre o envelhecimento LGBTI+”.

Ana Cristina Santos


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Felicidade também é título de filme

 Que filme é Felicidade?

Drama de Todd Solondz, EUA/1998, de nome original “Happiness”. Ao assistir o filme, o espectador pode considerar como perdedores os personagens de Felicidade, nestes tempos em que, para fugir ao fracasso com relação a certas conquistas, assiste-se televisão, busca-se o entretenimento, escapa-se da arte favorecedora de fruição e reflexão. E se tende ao tédio e à perversão. Como integrantes de uma sociedade cujas referências se concentram no acesso a bens de consumo através de ascensão socioeconômica, os personagens tentam encaminhar suas vidas.

Desse ponto de vista, a irmã escritora (solteira) é bem sucedida. Fama, dinheiro, beleza, consumo de seu trabalho. Mas, o filme afirma que isso não basta, pois ela está insatisfeita com a qualidade do que escreve, reconhecendo ser uma obra facilmente vendável devido às concessões que faz ao mercado. Então, ela fantasia: precisa experimentar em si mesma o que é um estrupo para escrever melhor sobre isso. Ela aparenta ter feito a opção por ser uma “comedora de homens”, um papel antes exclusivamente masculino e hoje almejado por várias mulheres. Porém, um olhar mais detido descobre que ela substitui a necessidade de afeto pelo desejo de ser estuprada. Também aqui uma insatisfação com a vida – o não alcance da felicidade. Esta irmã está presa a uma idealização de mulher independente.

Também do ponto de vista socioeconômico, a irmã casada é bem sucedida. Ela tem uma vida e uma casa confortáveis, marido e filhos bonitos (inteligentes, “normais”, sociáveis). E, também neste caso, o filme afirma que isso não é suficiente, pois ela quer convencer a irmã caçula, Joy, a buscar uma vida mais satisfatória. Quando usa a própria vida como exemplo, soa falsa, estranhamente afetada e sem convicção. A razão disso vem logo em seguida: sua relação com o marido não inclui o prazer do contato sexual. E, depois, o espectador descobre que o marido se debate para resistir à pedofilia. Uma mulher que investe tudo na organização da vida familiar, microcosmo da sociedade, não admite um provável crime de seu marido. Inevitavelmente acontece. Esta irmã está presa a uma idealização de mulher casada.

A alegria ligada ao nome de Joy aponta para uma visa quase libertária. Quase, por que ela tenta ser o que as irmãs acham que ela deve ser. Se não, ela seria livre. Então, se livra do namorado gordo, que não é bonito como o marido da irmã casada. Se livra do emprego que adora, por que não tem o glamour do trabalho da irmã escritora famosa. Brinca com o bebê da irmã para sentir-se próxima da maternidade. Espera que um homem lhe telefone no sábado à noite, como fazem homens para sua irmã escritora. Ao mudar de emprego, não consegue posicionar-se quanto à sua atitude quanto à greve, que ela prejudica. Falta-lhe visão de mundo. Afinal, ela não se manifesta contra a influência dos desejos das irmãs, que desejam por ela. A mãe conspira com as irmãs para que Joy não saiba das “más notícias”, assim atribuindo-lhe uma ingenuidade que Joy assume em seus relacionamentos amorosos. Basta uma música romântica ao violão para despertar-lhe um impulso de paixão. Esperança nesse homem. Frustração com ele. Esta personagem está presa a uma idealização das idealizações.

Joy sintetiza as idiossincrasias de todos os personagens do filme. À inadaptação de cada um corresponde um desajuste dela. Com essa construção da história, a felicidade fica inalcançável diante da complexidade humana. A quase liberdade de Joy seria a quase felicidade?

Análise do filme escrita em 1999.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

Universidade Amiga do Idoso - orientação da Dublin City University (DCU)


A Rede Global de Universidades Amigas do Idoso (Age-friendly University Global Network – a Dublin City University initiative to promote positive and active ageing) é uma iniciativa da Dublin City University (DCU), da Irlanda, que reúne mais de 70 instituições de ensino superior na Europa, Ásia, América do Norte – e duas universidades no Brasil. O trabalho foi iniciado em 2012 e em abril de 2018 a Rede contava com 21 instituições espalhadas globalmente. Nos dias 13 e 14 de março de 2018, na capital irlandesa, houve o primeiro encontro dessa rede, conhecida como AFU (Age Friendly University).

A primeira a conquistar o título, no Brasil e na América do Sul, foi a PUC-Campinas, seguida pela Universidade Federal de Uberlândia.

PUC Campinas

Universidade Federal de Uberlândia

Para ser reconhecida como ‘Universidade Amiga do Idoso’, há 10 princípios a serem atendidos e um passo-a-passo a ser seguido, conforme abaixo.


Princípios para uma Age-Friendly University

1) Estimular a participação dos adultos mais velhos em todas as atividades relevantes da universidade, inclusive os programas de pesquisa.

2) Promover o desenvolvimento pessoal e profissional na segunda metade da vida das pessoas, inclusive dando apoio aos que querem tentar uma nova carreira.

3) Reconhecer o amplo espectro de necessidades educacionais dos mais velhos, para atender desde os que deixaram a escola precocemente até os que buscam um título de PhD.

4) Promover o aprendizado intergeracional, facilitando o compartilhamento de expertises entre estudantes de todas as idades.

5) Ampliar o acesso à educação online para adultos de modo a garantir a diversidade de possibilidades de participação.

6) Garantir que a agenda de pesquisa da universidade leve em consideração as necessidades relacionadas ao envelhecimento.

7) Ampliar o conhecimento dos alunos sobre os dividendos da longevidade e a riqueza que esta pode trazer para a sociedade.

8) Melhorar o acesso dos idosos aos programas da universidade relacionados a saúde e bem-estar, assim como as artes e atividades culturais;

9) Fazer com que a universidade se engaje e participe de sua própria comunidade de aposentados.

10) Garantir diálogo constante com organizações que representem os direitos da população mais velha.

 Passos para se tornar AFU

1º Passo

Reúna as pessoas interessadas (professores, estudantes, comunidade etc.).

Se familiarize com o site WHO Age-Friendly World Network e com os Dez Princípios que complementam a abordagem.

Revise os Princípios e busque consenso.

Cada integrante da Rede AFU interpreta e aplica os Princípios a seu modo, podendo focar em aspectos específicos, como pesquisa, aprendizagem intergeracional, política interna – ficando para decisão de cada integrante da Rede.

2º Passo

Crie um grupo de trabalho multidisciplinar, com pessoas que ‘façam acontecer’.

Rascunhe um ‘termo de referência’ para o Grupo. 

Estabeleça um calendário de reuniões e metas.

Distribua tarefas.

Compare os Princípios e as atividades para avaliar oportunidades e destaques a considerar.

Interage com muitos interessados para coletar o máximo de informação.

Não se preocupe muito se não conseguir cobrir todos os Princípios – o que importa é o compromisso autêntico com os Dez Princípios, medidas concretas e ações claras.

Ao finalizar, encaminhe para a coordenação.

3º Passo

Apresente uma minuta à coordenação. Se prepare para responder perguntas sobre as medidas a serem tomadas. Pode haver um foco de interesse que coincida com planos estratégicos ou missão/visão da instituição.

4º Passo

Finalize o documento definindo a forma como vai implementar a AFU e o que deseja alcançar como integrante da Rede AFU – por exemplo, aumentar a visibilidade das pessoas idosas no campus e as oportunidades de intercâmbio com estudantes.

Envie o documento com uma carta de confirmação de seu dirigente para o Prof. Daire Keogh, President, Dublin City University (DCU) e cópia para a Coordenação (Age Friendly Coordinator) também da DCU.